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CBH Macaé Ostras participa de seminário sobre integração entre gestão das águas continentais e gerenciamento costeiro

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Diretoria do Comitê compartilhou experiências e reflexões sobre serviços ecossistêmicos, gerenciamento costeiro e mudanças climáticas durante encontro realizado em Arraial do Cabo

Representantes do Comitê de Bacia Hidrográfica dos rios Macaé e das Ostras (CBH Macaé Ostras) participaram do I Seminário de Gerenciamento Costeiro da Região Hidrográfica Lagos São João (RH-VI) e 2º Encontro de Gestão de Recursos Hídricos Integrado à Gestão dos Sistemas Estuarinos e da Zona Costeira, realizado entre os dias 20 e 22, em Arraial do Cabo.

Promovido pelo Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ), em parceria com o Fórum Fluminense de Comitês de Bacias Hidrográficas (FFCBH), o encontro aconteceu no Hotel A Ressurgência, na Praia dos Anjos, e criou um espaço de aprendizado e troca de experiências sobre os desafios e as possibilidades de integração entre a gestão dos recursos hídricos e o gerenciamento costeiro.

Ao longo de três dias, a programação reuniu especialistas, pesquisadores, gestores públicos, representantes de Comitês de Bacia e da sociedade civil para compartilhar conhecimentos, experiências, ferramentas e iniciativas desenvolvidas em diferentes territórios, considerando a conexão entre as bacias hidrográficas, os sistemas estuarinos e a zona costeira.

O CBH Macaé Ostras esteve representado pela diretora-presidente, Maria Inês Paes Ferreira, pelo diretor-secretário, Thièrs Wilberger, e pelo diretor Jolnnye Abrahão, que também integraram a programação como palestrantes.

Maria Inês Paes Ferreira apresentou o tema “Gestão de Recursos Hídricos e Gestão Costeira: reflexões sobre serviços ecossistêmicos”, contribuindo para o debate sobre a relação entre os ecossistemas, os benefícios que eles oferecem à sociedade e a necessidade de aproximar o planejamento e a gestão das águas das políticas voltadas aos ambientes costeiros.

O diretor Jolnnye Abrahão apresentou durante sua palestra “Rio das Ostras: uma agenda para a gestão do território costeiro – Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro (PMGC/RO)”, compartilhando a experiência de construção e implementação do instrumento no município pioneiro no estado do Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, Jolnnye destacou o caráter contínuo do PMGC/RO, estruturado a partir de etapas de planejamento, adoção, implementação e avaliação, além da importância da participação e da articulação institucional em sua construção. O Plano busca orientar a utilização dos recursos naturais da zona costeira a partir de uma gestão integrada, descentralizada e participativa.

Já Thièrs Wilberger abordou sobre a “Influência das mudanças climáticas no território da RH-VI”, trazendo para o debate aspectos relacionados à crise climática, à vulnerabilidade dos ambientes costeiros e à governança das águas. Sua apresentação contextualizou as características naturais da RH-VI e a formação de ambientes como a Laguna de Araruama, os rios São João e Una e as planícies costeiras, relacionando essas particularidades aos desafios atuais de ocupação e gestão do território.

A apresentação também abordou os efeitos da elevação do nível do mar e outros impactos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, destacando questões como erosão, inundações, intrusão salina, alterações na disponibilidade hídrica e maior exposição de territórios e comunidades a eventos extremos. Nesse contexto, Thièrs ressaltou a importância do planejamento, do monitoramento e da adaptação para ampliar a capacidade de resposta dos territórios costeiros.

Durante a programação, no sábado (22), os participantes realizaram uma atividade de campo na Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo, onde conheceram uma experiência que articula o cultivo de ostras e vieiras ao Turismo de Base Comunitária, à educação ambiental e à geração de renda.

A visita possibilitou aproximar os debates realizados durante o seminário de iniciativas desenvolvidas diretamente no território, evidenciando a relação entre conservação dos ecossistemas costeiros, atividades econômicas sustentáveis, valorização dos conhecimentos locais e participação das comunidades.